
Rev. Alceu Lourenço
Todos sabemos que o Dia dos Pais é só mais uma data comercial – a quinta colocada em volume de vendas. Os presentes campeões de vendas são os eletrônicos e informática, seguidos de perto pelos clássicos: furadeira, barbeador elétrico, kit para barba, gravata, par de meias pretas. Como todas as pessoas, gosto muito de ser presenteado. Mas, como pai, creio que o maior presente que eu poderia receber seria, no final da vida, ouvir de meus filhos mais ou menos o seguinte:
“Pai, conforme nós crescemos, deixamos de acreditar que você era um super-herói. Faz tempo que descobrimos que não foi graças à super-força que você conseguiu trabalhar dia após dia para sustentar nosso lar, e que não havia uma super-armadura capacitando você a abrir mão do seu descanso para brincar conosco e nos dar atenção. Também já sabemos que você não tem o poder de ler nossos pensamentos; apenas conhece nosso coração melhor do que nós mesmos, porque esteve sempre ao nosso lado. Quando você nos levantava e nos sentava sobre seus ombros, achávamos você o cara mais alto do universo inteiro, mas a verdade é que já somos mais altos que você. Quando você tinha resposta para todas as nossas perguntas sobre Matemática, Ciências, Geografia ou sobre a vida, pensávamos que você sabia de tudo, mas hoje já estudamos bem mais que você, e lidamos com informações no trabalho que você nem sonhou.”
“Pai, já descobrimos toda a verdade: você é um ser humano cheio de limitações e fraquezas. E, por isso mesmo, passamos a amá-lo ainda mais, porque somente um amor sobre-humano pode levar alguém a superar cada limitação e fraqueza para ser invencível na defesa de sua família.”
“Mas, acima de tudo, pai, percebemos que foi observando você que nossos corações se abriram para amar a Deus, pois reconhecemos nele a perfeita expressão de todas aquelas qualidades paternais que sua dedicação nos mostrou desde pequenos. Sua proteção e cuidado constantes diante dos perigos externos, sua perseverança perante as dificuldades da vida, sua capacidade de perdoar nossos erros e mal-criações, sem deixar de nos disciplinar e corrigir – tudo nos serviu como uma apresentação de quem é o Deus a quem você servia de coração. O mesmo Deus a quem nós aprendemos a chamar também de Pai.”
“Parabéns, pai. Você cumpriu sua maior missão: conduziu seus filhos pela vida em direção a Deus. Obrigado.”





