
Rev. Itamar Alves de Araújo
Não é surpresa que a festa do natal teve origem pagã e que não fazia parte das festividades da Igreja primitiva e dos apóstolos no primeiro século da era cristã. E será que pelo fato de que há associações entre o Natal e práticas religiosas pagãs não são argumentos para deixarmos de celebrar o Natal?
Desde a data (25 de dezembro) que se comemora o natal, que foi introduzida na igreja em fins do século IV da era cristã, porque coincidia com os festivais pagãos de adoração ao deus-sol e que comemorava a sua natividade, sendo instituído pelo então imperador Constantino, para que se celebrasse o nascimento de Cristo. Indo até os símbolos mais culturais das comemorações natalinas, que são o papai Noel e a árvore de natal que são extra-bíblicos, são motivos suficientes para alguns não comemorarem o natal.
No entanto, o natal não pode ser condenado por causa de suas origens pagãs. O Natal, tão pagão quanto possa ser, e quantas ideologias pagãs possa conter, não pode ser condenado porque há 1000 anos, 500 anos ou 5 dias atrás, alguém se prostrou diante de uma árvore e cometeu idolatria.
Concluo citando as palavras do Rev. Augustus Nicodemus sobre o natal: “... creio que o Natal pode ser visto como uma data tradicional entre os cristãos, na qual aproveitamos a oportunidade para darmos graças a Deus pelo nascimento do Salvador. O centro do Natal é a vinda ao mundo daquele que havia sido prometido por Deus. A doutrina central da celebração é a encarnação do Verbo, que se fez carne para nos salvar de nossos pecados. Ele não poderia morrer e ressuscitar se primeiro não nascesse”. E ainda “Papai Noel, árvore de Natal... nada disto é realmente cristão. Mas, despojada de seu mercantilismo e símbolos de origem não bíblica, a data é excelente oportunidade para darmos graças a Deus pela encarnação do Verbo, o Salvador, que se fez carne e veio habitar entre nós”.





