
Rev. Alceu Lourenço
Desde 1980 foi decretado oficialmente feriado no dia 12 de outubro, dedicado à “Aparecida”. É que nesse dia, em 1717, uma imagem de Maria, mãe de Jesus, foi encontrada por pescadores no Rio Paraíba do Sul. A estatueta encontrada é de terracota, medindo cerca de 40 centímetros de altura; é apresentada coberta com um manto e com uma coroa na cabeça. Os católicos atribuem diversos milagres à oração dirigida à imagem, e a devoção a ela transformou o “Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida” num dos maiores pólos turísticos do Brasil, visitado anualmente por aproximadamente oito milhões de romeiros de todas as partes do Brasil.
Apesar da República do Brasil não ter uma religião oficial, Nossa Senhora Aparecida foi reconhecida oficialmente como “padroeira dos Católicos do Brasil”. Popularmente, é conhecida como “padroeira do Brasil”, o que desagrada o crescente número de evangélicos brasileiros. Mas, o que os protestantes têm contra Maria? Nada.
Consideramos Maria uma serva do Senhor, digna de ser lembrada pela grandeza da missão que lhe foi incumbida, ser a mãe do Ungido de Deus (Lucas 1.38). Sua obediência e humildade são exemplo para todos os cristãos.
Mas temos a convicção de que histórias de crianças que falaram com Maria são contrárias ao ensino do próprio Jesus (Lucas 16.19-31). Isso significa que nossa irmã Maria agora recebe o consolo reservado a todos os crentes que dormiram no Senhor, não podendo manter contato algum com os vivos.
Também, quando observamos as infindáveis romarias para tocar na imagem ou o anseio por segurar na corda utilizada na procissão do Ciro de Nazaré, chegamos à conclusão óbvia de que o culto devido somente a Deus foi desviado para estas imagens e para as pessoas que elas representam. Entendemos que Deus não se agrada do uso de imagens na adoração, culto ou devoção a ele (Êxodo 20.4-5), e muito menos no culto a outros (Isaías 42.8).
Além disso, cremos que há um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus (1Timóteo 2.5; Hebreus 8.6). E considerando que Cristo conquistou este ofício pelo derramamento de seu próprio sangue, cremos que é uma grande ofensa ao Salvador que busquem outro nome, como se sua obra precisasse ser completada por terceiros. Por isso tudo, não dedicaremos o dia 12de outubro à nossa irmã Maria. Aliás, obediente como era, ela certamente não aprovaria isso.





